SER UNO

Ricardo Oliveira Ricardo Oliveira · more articles from this author
Melancólico quando a Música são as Letras que te Dedico...
Added 23 Nov
SER UNO
Ser Uno é Ser Maior...

Maior que a Dignidade Suprema no Leito da Heresia...
Maior que a Felicidade Ingénua nos Olhos de uma Criança...

Ser Uno é Ser Diferente...

Diferente por Amar a Noite Vestida de Absinto...
Diferente por Sentir a Erosão da Pele no Espírito do Tempo...

Ser Uno é Ser Mistério...

O Mistério da Vida na Promiscuidade de uma Lembrança...
O Mistério da Personalidade na Igreja dos Segredos...

Ser Uno é Ser Melancólico...

Melancólico quando a Música são as Letras que te Dedico...
Melancólico quando a Terapia é a Voz que não Ouves...

Ser Uno é Ser Estanque...

Estanque como um Rochedo na Falésia do Desejo...
Estanque como a Brisa que te Leva os meus Segredos...

Ser Uno é Ser Digital...

Digital como Marca Periférica cravada no Teu Silencio...
Digital como a Gravilha que Tecla os Teus Passos...

Ser Uno é Ser Benigno...

Benigno como a Paixão que habita na Tua Cúpula...
Benigno como a Morte que um Dia te Levará de Mim...

Ser Uno é Ser Maior...

Maior que a Dignidade Suprema no Leito da Heresia...

Ser Uno é Ser Diferente...

Diferente por Amar a Noite Vestida de Absinto...

Ser Uno é Ser Mistério...

O Mistério da Vida na Promiscuidade de uma Lembrança...

Ser Uno é Ser Melancólico...

Melancólico quando a Música são as Letras que te Dedico...

Ser Uno é Ser Estanque...

Estanque como um Rochedo na Falésia do Desejo...

Ser Uno é Ser Digital...

Digital como Marca Periférica cravada no Teu Silencio...

Ser Uno é Ser Benigno...

Benigno como a Paixão que habita na Tua Cúpula...

Ser Uno é Ser Gente...
Gente na Mente de uma Memória Indigente...

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Carla Pereira  

RESET

Ricardo Oliveira Ricardo Oliveira · more articles from this author
Vou Oferendar-te uma Sinopse Fotográfica do Dramaturgo que Eu Sou...
Added 15 Nov
RESET
Imagina Que...

Vou Oferendar-te uma Sinopse Fotográfica do Dramaturgo que Eu Sou...

Imagina uma Faca Afiada suspensa perpendicularmente a uma Folha de Papel...
Côr de Azevinho...

Imagina um Rochedo Encorpado numa Falésia constantemente Violentada...
Pelo Ritmo Frenético das Ondas que Dançam no Tirocínio das Marés...

Imagina o Precipício...
Imagina os Últimos Centímetros que antecedem a Queda...

Reset...

Vou Oferendar-te uma Sinopse Fotográfica do Dramaturgo que Eu Sou...

Imagina a Génese Filosófica da Vida...
Em Contraponto com a Última Chávena de Culpa...

Imagina o Pulsar Saltimbanco de uma Réstia de Nada...
Contorcida Levemente neste Espírito Catedrático...

Imagina-me Cego...

Sinopse Fotográfica...

Imagina que já Esqueci de Lembrar Quem Sou...

Imagina...
Uma Última Chávena de Culpa...

Imagina o Tirocínio das Marés...

Imagina a Paragem de onde Saiu o Último Passageiro...

Já lá Não Está...

Já Lá Não se Encontra...

Já Lá Não Estou...

Reset...Nem Memória de uma Glória Aqui Ficou...

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ESTIGMA

Ricardo Oliveira Ricardo Oliveira · more articles from this author
Não Sou a Tempestade dos Dias...
Added 30 Oct
ESTIGMA
Dobro o meu Estigma sobre o Pensamento...
Massifico a minha Indigência repousando Fúnebre Olhar...

Ofereço-te Cravos no lugar de Rosas...

Sou Diferente...

Não Sou um Produto Acabado...Uma Janela Escancarada...

Roubo Palavras ao Vento...
Ofereço Frases Assimiladas...

Amanheço Vazio o Sagrado Profano...

Sou Diferente...

Não Sou a Tempestade dos Dias...

Prefiro Picasso a Degas...

Não sou um Adulto feito Criança...
Sou uma Criança Travestida de Adulto...

Sou um Lobo numa Alcateia Cinzenta...

Dobro o meu Orgulho sobre a Percepção...

Divido a minha Magia com o Tribunal da Coerência...

Ofereço-te Cravos no lugar de Rosas...

Sou a Maçonaria no Mapa dos teus Segredos...
A Púrpura no Desenho da tua Simbologia...


Sabes...Sou Diferente...
Um Papiro Negro e uma Réstia de Gente...

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LAST TIMEOUT

Ricardo Oliveira Ricardo Oliveira · more articles from this author
Tenho o Sangue Amordaçado por esta Anemia Mascarada de Dupla Identidade...
Added 22 Oct
LAST TIMEOUT
Last Timeout...

Pequenos Manuscritos que Arderam consumidos pela Erosão Estratosférica das Chamas da Vida...

O Desfile Tácito das imagens tornadas Memórias que Cortam Transversalmente a História de uma Existência...

Um Baile cintilante de Curtas Metragens Bélicas que Explodem quando o Dia encontra a Noite...

Quando a Luz se Apaga...

Nada Ficou por Dizer...

Pequenos Medos encavalitados nas Paredes Húmidas e Vazias de um Quarto outrora Mágico...

Ficou a Tatuagem do Desgosto para Folhear por entre Páginas deste Livro em Branco...

Lamentos Lascivos num Deserto de Silêncios que Gritam tamanho Sentimento de Perca...

Last Timeout...

Tenho o Sangue Amordaçado por esta Anemia Mascarada de Dupla Identidade...

Nada Ficou por Dizer...

Porque Sou a Fénix Proscrita numa Galáxia próxima de um Tempo que Nunca Existiu...

Cinzas Silvestres arremessadas na Intempérie cinzenta de um Tempo sempre Ausente...

Imaculada Sensação de Negro que na Próstata do Futuro renega o Passado...

Erosão Estratosférica das Chamas da Vida...

Última Chamada para o Comboio do Inferno...

Quando a Luz se Apaga...

Sim...Estarei Presente...

Sou Filho de Boa Gente...

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CONFESSO

Ricardo Oliveira Ricardo Oliveira · more articles from this author
És a Mágoa que descubro no Fundo da Garrafa...
Added 21 Oct
CONFESSO
Confesso...

És a luz Negra que assobia o meu Animatógrafo...

És a Neblina que evapora no Âmago da minha Pele...
És a Torrente de Luz que inunda o meu Pensamento...

Não Fujo da Exuberância Genuína que o teu Aroma Expele...
Não me Remeto á Escuridão que a tua Ausência me Vota...

És a Mágoa que descubro no Fundo da Garrafa...
És o Licor de Esmalte que me Inebria e Atordoa...

És o Vinho Dominical que acompanha a Hóstia e a Confissão...

Confesso...

Não Aspiro a ter mais que aquilo que me Ofereces...
Não te quero Oferecer menos que aquilo que Aspiras...

És a Luz Negra...

O Néon que Brilha Cintilante na Negritude do Banal...
A Sumptuosidade Latente no meu cérebro Casual...

O Teatro dos Sonhos que concebi no meu Palco...

Confesso...

Vem Soletrar-me ao ouvido Galanteios Lisonjeiros...
Vem Dedicar-me á Alma Adulações e Devaneios...

Vem Dizer-me aquilo que te digo mas Dizendo-o Baixinho...

Diz-me...

És o Cenário Melancólico que habita nas minhas Entranhas...
És o Retrato Exacerbado de uma Atracção Mútua...

És a Luz Negra que assobia o meu Animatógrafo...

Confessa...

Achas que a minha Voz Metálica quebra a Futilidade de um Olhar Memorial?
Achas?...

Confessa...

Tu Sabes que És a Neblina que evapora no Âmago da minha Pele...
Tu Sabes que És a Torrente de Luz que inunda o meu Pensamento...

Eu Confesso...

Vou Soletrá-lo ao teu Ouvido,Amor...

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Carla Pereira  

Who are we?

Sou simplesmente uma réstia de mim mesmo... Uma lâmina afiada do meu próprio ego... Um carnaval de ideias fora do seu lugar... Sou um puzzle de peças desconexas que avidamente giram... Sou a sensação estranha de uma náusea mirabolante... Um carrocel de sentimentos dispersos e desfigurados... Um baloiço que vai e vem no jardim do esquecimento... Sou a visita que o tempo amordaça...

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